Mosquiteiro versus

Diriam que esse é o caminho fortuito a seguir, por haver sido trilhado por muitos outros antes de eu mesma me deparar com tamanho impasse, diriam também que essa é maneira correta de viver, o curso natural da vida, como tal distinção pode ser feita com tanta certeza se dito caminho prodigioso a meu ver nada tem de natural, sendo qualquer outra coisa e não tal qualidade?

E se de repente, acontecer d’eu inverter a ordem em que o presente insiste em me empurrar? A resistência à onda não seria um ato vazio de rebeldia adolescente ou cega em fúrias sem qualquer fundamento. É muito mais adentro, é no miolo dos possíveis sonhos vívidos que minha vontade e paixão nascem e me conduzem ao desconhecido, aquela trilha que nem trilha é por não ter sido venturada antes. Talvez julguem irresponsável distinta manobra e seus desdobramentos.

Me perguntaram por que escolher o desconfortável ao seguro e essa indagação me pareceu um descabimento, não por afrontar minhas escolhas mas exatamente por não ser escolha alguma, existiram sim muitas outras decisões que sem duvida alguma mudaram o curso da vida, mas nunca me mudaram a natureza original, o que o intimo pede. A pergunta buscava a reposta para a indagação mais simples e literal. Por que não um hotel com travesseiros gordos e sim um tatame a céu aberto numa plataforma de madeira e mosquiteiro?  E a resposta é igualmente simples Alto alto no cimo do monte / De todos os lados o ilimitado…’

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