Rosáceas

“Meu Deus! Um momento de felicidade! Sim!

Não será isso o bastante para preencher uma vida?”.

[Finzinho de Noites Brancas, Dostoiévski

É tarde e o fio dourado crepuscular dança pre-gui-ço-sa-men-te na correnteza do rio. Uma chuvinha morna matreira chega sem avisar e espalha o cheiro da terra molhada e capim pelo píer e pela corrente.

Mergulho os dedos dos pés na água, escuto o chuvisco tamborileiro nas velhas telhas de barro e olho com atenção as ondas circulares perfeitas que os pingos d’água desenham ao tombar; parece até renda translúcida, fluviais rosáceas passageiras.

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